À julgar pela importância dos smartphones na rotina das pessoas, a inserção da tecnologia AMP nos mecanismos de busca seria uma questão literalmente, de tempo.

Apesar da abertura dos usuários em fazer pesquisas e transações pelos aparelhos celulares, a experiência de uso ainda não estava completa, faltava um elemento básico para o mundo moderno: a velocidade.

Nesse cenário surgiu o Accelerated Mobile Pages — AMP. Mas como exatamente a aceleração da entrega de informação pelos celulares pode afetar os mais diversos negócios e as relações comerciais?

E o aumento da velocidade, seria ele a chave para a otimização da experiência dos clientes de PMEs que estão expandindo sua força de venda para o ambiente virtual?

Nesse post reunimos tudo que o empreendedor precisa saber sobre essa tecnologia, as respostas para seus dilemas estratégicos e a forma de investir sabiamente na aceleração do conteúdo para dispositivos móveis.

Leia mais e descubra como as empresas do nosso guia de fornecedores estão revolucionando a performance de seus clientes no ambiente virtual com a tecnologia AMP.

O que é AMP Google?

Em português, AMP Google significa Acelerador de páginas para dispositivos móveis, e é o nome dado para um projeto de desenvolvimento colaborativo entre a Google e diversas empresas de tecnologias com o intuito de intensificar a velocidade de carregamento do conteúdo para mobile.

Além do Google, Facebook e Apple também lançaram suas versões de acelerador para atender a demanda de seus usuários. Ou seja, a velocidade é um fator de extrema relevância para a experiência mobile que não pode ser ignorado.

Intitulados, Facebook Instant Articles e Apple News, respectivamente, possuem uma abordagem diferente, pois, enquanto o AMP Google é aberto e pode ser utilizado por qualquer página, eles atuam apenas em seus próprios meios.

Nos dispositivos móveis, páginas AMP são carregadas até 4 vezes mais rápido. Segundo a Google, enquanto uma página convencional leva 22 segundos para abrir, a otimizada gasta apenas 7.

Apesar de a discussão se formar em torno de poucos segundos, essa diferença é capaz de reter os clientes por muito mais tempo nas páginas, e, por consequência, garantir um maior ranqueamento do site no Google.

Ou seja, detalhes e frações de segundos menosprezados em uma estratégia digital produzem uma sequência de insucessos que em alguns casos são mal interpretados pelos empresários.

Eles atribuem a falha a uma incompatibilidade de seu negócio com o mercado digital, quando, na verdade trata-se de uma estratégia mal elaborada ou sem apoio de especialistas do setor para o correto direcionamento.

A internet é democrática em diversos aspectos, permite que uma empresa local tenha muito mais relevância para seu público-alvo do que multinacionais do ramo, porém, para que isso aconteça, é preciso que seu conteúdo digital seja muito mais relevante e otimizado.

 

Como funciona essa tecnologia?

Na experiência do usuário, ao buscar um conteúdo na internet, seja um produto, site corporativo ou notícias de um portal, ele receberá com destaque nos resultados, as páginas que contenham o selo AMP, ou seja, tenham sido configuradas para terem carregamentos mais velozes.

Como nem todos sabem o significado desse selo, o resultado da pesquisa realizada em um smartphone destacará primeiramente o conteúdo acelerado em um carrossel, que será instintivamente é mais acessado do que os demais.

Mas, além do destaque no momento da pesquisa, páginas codificadas com o Accelerated Mobile Pages valorizam principalmente a interação do cliente com o conteúdo, ou seja, quando ele seleciona a página que deseja acessar, as informações são carregadas em menos de 10 segundos.

Isso porque o projeto AMP Google oferece diretrizes que fazem o conteúdo ficar mais leve e fácil de ser lido pelos navegadores como o Safari, por exemplo. O texto pode ser apresentado em uma única coluna e com algumas restrições que valorizam a apresentação do conteúdo principal.

Pop-ups e vídeos, que normalmente atrapalham a leitura nos smartphones deixam de aparecer ao longo da experiência de leitura ou são carregados posteriormente, não prejudicando o acesso rápido a informação desejada.

Ou seja, para o cliente, a tecnologia AMP oferecerá páginas mais limpas que priorizam o conteúdo e não necessariamente o design. Mas não impede, porém, que imagens, vídeos e gráficos possam ser utilizados na transmissão do conteúdo.

E como tudo isso é possível? A arquitetura de páginas do projeto AMP explica esse questionamento. Ela é organizada da seguinte maneira:

AMP HTML

O HTML é a linguagem base da internet, e usa a marcação de hipertexto para definir como robôs e humanos devem fazer sua leitura ou programação.

Ao usar o código AMP HTML, a página está especificando para buscadores e leitores, nesse caso, os dispositivos móveis, que aquele código tem restrições a determinadas extensões que tornam o carregamento mais lento.

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Em outras palavras, o AMP HTML é um código otimizado e um esquema de diretrizes para que uma página possa apresentar somente o conteúdo principal e necessário.

AMP JS

JS, ou JavaScript, é o que determina o comportamento da página a partir das ações do usuário, e no caso da AMP, é responsável por compilar e fazer o processamento final de maneira mais rápida.

Mesmo no layout simplificado, a estrutura da página precisa obedecer uma ordem de processamento, ou renderização, para que a ordem de seu carregamento não seja afetada.

Google AMP Cache

É um sistema de servidores do Google que posiciona uma cópia do conteúdo pré-renderizado e otimizado mais próximo das fontes de sua pesquisa, agilizando também a entrega do conteúdo toda vez que ele é buscado.

Essa estrutura de códigos HTML otimizada com a tecnologia AMP então é construída e moldada para promover maior velocidade em seu carregamento quando acionado nos dispositivos móveis.

Um detalhe importante da tecnologia AMP é que o Google não gera automaticamente sua versão otimizada, por isso, a construção do HTML mencionado acima deve ser realizada de forma autônoma, com a inserção da imagem, customização do layout, validação e posterior publicação.

Se por um lado essa tecnologia de aceleração de página permite uma experiência de pesquisa e consumo de conteúdo mais rápida, sua apresentação precisa ser mais estática.

Empresas que queiram usufruir dessa tecnologia para comunicar com seus clientes precisam saber explorar seus benefícios sem que suas limitações sejam vistas como desencorajadoras.

Mais uma vez a experiência de especialistas que conhecem as variáveis e a capacidade dessa tecnologia podem auxiliar na construção de uma estratégia.

Mas além do know-how, os gestores precisam ter em mente que a contextualização do negócio e do público-alvo é fundamental para a implementação bem-sucedida da solução digital.

Como implementar na empresa?

Empresas que já atuam no ambiente virtual sabem que a velocidade e a mobilidade são fatores importantes para a experiência do cliente através dos smartphones.

Ao contrário do que se pensa, essas inovações não são restritas às grandes organizações que possuem capacidade de investimento. Na verdade, como código aberto, pode ser usufruída por qualquer empresa.

É preciso primeiramente determinar a estratégia de interação com os clientes no ambiente virtual. Se ela já está em curso, a tecnologia AMP pode ser incorporada como uma melhoria, mas se a empresa estiver iniciando a exploração do ambiente virtual, sua adoção pode conferir o status de diferencial para a gestão do relacionamento com o cliente.

Marketing de conteúdo

Independentemente do porte da empresa, o relacionamento com seu cliente é fundamental para o sucesso de vendas, e a oferta de conteúdo através de um funil de inbound marketing é uma das estratégias mais eficientes para conquistar e fidelizar clientes.

O marketing de conteúdo consiste basicamente em oferecer informações de qualidade que direcionarão os potenciais clientes em seu processo decisório para a compra.

Com o uso da tecnologia AMP em tais conteúdos, o site de uma empresa de pequeno ou médio porte pode ser mais bem posicionado na pesquisa do Google do que uma multinacional, por exemplo, apenas por estar acelerado para dispositivos móveis.

Otimização de pesquisas

Em um processo mais avançado de pesquisa, onde o cliente já conhece sua necessidade e decide usar seu aparelho celular para comparar preços, uma página acelerada com esta tecnologia é crucial.

É muito comum que clientes façam pesquisas e comparações de preços dentro das lojas físicas. Ao buscar tal informação em um e-commerce convencional, o resultado da busca será muito lento e decepcionante.

Mas se a busca for realizada diretamente no Google, páginas AMP podem trazer os dados essenciais em uma velocidade capaz de mudar o rumo da decisão de compra do cliente.

Essa mesma página AMP pode ter um link de compra, direcionando o cliente para as etapas transacionais na loja virtual. Dessa maneira, a velocidade do Google AMP atrairá o cliente e quase simultaneamente converterá a venda.

Nesse ponto, é importante ressaltar que as empresas devem trabalhar para dar continuidade a experiência de compra ágil em suas lojas virtuais, seja com automatização de processos, utilização de serviços em cloud para garantir acessibilidade ou facilidades logísticas de entrega.

Se a empresa deseja utilizar a tecnologia AMP para potencializar a experiência do cliente, pode intercalá-la com as páginas convencionais. Será preciso apenas tomar as devidas precauções para que a duplicação de conteúdo não prejudique o ranqueamento da pesquisa, o que será abordado a seguir.

Tecnologia AMP vs. Páginas mobile-friendly

Ao considerar a implementação de melhorias para o mercado mobile, as páginas responsivas, ou mobile-friendly, são uma das considerações que os gestores fazem.

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E o que diferencia as duas?

Elas possuem características distintas, e em uma instância estratégica, podem ser combinadas para melhorar a experiência do consumidor.

Páginas aceleradas para dispositivos móveis valorizam principalmente a velocidade do carregamento, enquanto as responsivas zelam pela adequação do layout ao tamanho da tela.

Como simplificar deve ser a palavra de ordem para as soluções mobile, o conteúdo estático apresentado pela tecnologia AMP é mais apropriado que as páginas mobile-friendly.

Por outro lado, as páginas responsivas permitem que ações e transações sejam executadas durante a experiência de uso.

O ranqueamento também é um fator que pesa de forma favorável para as duas, pois, o Google privilegia em seus resultados, páginas com melhor desempenho para os dispositivos móveis.

Especificamente no caso das páginas com tecnologia de aceleração, elas são identificadas com o selo AMP do HTML e também priorizadas no carrossel de publicações.

É preciso lembrar que o bom ranqueamento nos mecanismos de busca é um dos fatores que atraem novos clientes para as empresas, e o Google entre outros, comercializam posições de destaque por esse motivo.

Mas se uma empresa utiliza o código AMP aberto e gratuito, consegue uma dupla valorização do seu conteúdo e sem ter que investir em anúncios patrocinados:

  • na pesquisa simples, onde por terem um código otimizado serão privilegiados pelo algoritmo do Google;
  • e em sua função principal, na pesquisa por smartphones, onde seus usuários e clientes terão uma melhor experiência de busca.

AMP na HTML do site no Google

Uma vez compreendido como a estrutura da página HTML é criada e como o AMP é inserido em seu código, é preciso analisar sua interação no Google de forma mais ampla e entender quais são alguns de seus desafios.

Duplicação do conteúdo da página

Uma das preocupações que é preciso ter ao adotar a AMP é com a indexação de duas páginas com o mesmo conteúdo.

Se uma empresa cria seu conteúdo em formato padrão e depois o converte para AMP sem os devidos cuidados, pode comprometer a estratégia de fortalecimento de seu conteúdo na internet.

Para que isso não aconteça, o código da AMP HTML precisa indicar qual a página de origem do conteúdo, demonstrando assim qual delas deve ser indexada pelos buscadores.

Essa mesma configuração também deve ser feita na HTML de origem, indicando que ela possui uma versão AMP.

Com essas ações, o conteúdo não é visto duplicado pelos robôs dos mecanismos de buscas como o Google, que penalizam seu ranqueamento se considerarem que o conteúdo pode ser fruto de plágio.

SEO

Além da duplicação de conteúdo e a priorização do formato para conteúdo mobile, o Google também considera outras características para elencar as páginas nos resultados da busca.

Essa ordem é importante, pois, na experiência do usuário, os primeiros resultados são os mais relevantes e quase sempre, os únicos a serem abertos durante uma pesquisa.

Por isso, empresas criam estratégias para melhorar seus posicionamentos nos mecanismos de busca. A prática de otimizar o conteúdo para ferramentas como o Google se chama SEO — Search Enginner Optimization.

Técnicas como a identificação da palavras-chave de interesse do público e sua correta distribuição ao longo do conteúdo do site ou blog são alguns exemplos de SEO.

Além disso, conteúdos relevantes e bem organizados para facilitar a leitura também são valorizados.

A AMP Google não é considerada uma estratégia SEO, mas como suas diretrizes valorizam essa organização de conteúdo, contribui diretamente para o sucesso do ranqueamento.

Ranqueamento

Com o bom uso do SEO, o ranqueamento da empresa estará no topo das pesquisas, e atrairá mais clientes para conhecer a empresa e gerar negócios.

O algoritmo do Google — responsável por determinar qual conteúdo deve ser privilegiado nas buscas, muda regularmente, mas ninguém conhece todos os seus critérios de priorização.

A maior ferramenta de busca, porém, divulga aqueles que devem que fazem parte de sua própria estratégia, como no caso da priorização de páginas responsivas e com tecnologia AMP.

Empresas que querem expandir seus negócios devem estar atentas à essas mudanças, pois em última análise, a Google e demais gigantes da tecnologia, ditam o comportamento do mercado.

Avaliações do conteúdo por visitantes, número de acessos e tempo de permanência na página também são outros fatores que contribuem no ranqueamento.

Se um cliente acessa uma página através de seu smartphone e sai antes que ela possa terminar de carregar, uma estatística negativa é contabilizada para a empresa, o Bounce Rate, ou, taxa de rejeição.

Como o Google tem um compromisso de qualidade com seus usuários, se uma página tem um Bounce Rate alto, é um forte indicativo que seu conteúdo pode ser ruim. Consequentemente, e para economizar o tempo de seus usuários, o mecanismo de busca o coloca nas últimas posições.

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E como tudo isso é relevante para a experiência do cliente no ambiente virtual?

A grande vantagem das interações que ocorrem na internet é que elas podem ser mais facilmente analisadas, ou seja, seus números e desempenhos são mapeados e transformados em informação estratégica específica.

Imagine, portanto, que um cliente esteja usando seu smartphone para pesquisar sobre os últimos lançamentos de notebook.

Ao utilizar o Google, os primeiros resultados apontarão os conteúdos acelerados e logo em seguida, os links pagos.

A página de conteúdo acelerado poderá indicar as inovações que o último modelo da marca oferece, bem como o valor e as formas de pagamento que determinada empresa pratica.

A concorrente pode até pagar o anúncio do Google para ser exibido em seguida, mas ao tentar acessar a página para verificar o preço, o cliente ficará insatisfeito com a demora do carregamento das informações, desistindo até mesmo da consulta.

Ou seja, mesmo que a transação não seja executada na página AMP, ela cumprirá integralmente sua função de trazer a informação no dispositivo móvel do cliente de forma ágil e diferenciada.

Benefícios do uso da tecnologia AMP no site da empresa

Já foi possível compreender que a AMP Google estará cada vez mais presente nas estratégias das empresas, e que aquelas que já tiverem aderido, colherão seus benefícios imediatos e acompanharão de maneira mais clara, as evoluções que estão por vir.

Mas, no curto-prazo, quais são esses benefícios?

Custo-benefício favorável para estratégias de ranqueamento

Investir em anúncios do Google de forma regular pode representar um custo relevante para pequenas e médias empresas, e a aceleração de suas páginas de atração de clientes pode ter um retorno muito mais atraente.

Ao contratar uma consultoria de desenvolvimento de site, por exemplo, a empresa pode criar uma estratégia que mescle páginas aceleradas com a loja virtual, atraindo assim, muito mais clientes para aquelas que promovem as transações.

Ou seja, o investimento realizado para contratar a programações AMP trará retornos que poderão ser percebidos de forma mais perene e estruturada, pois enquanto os anúncios pagos possuem um período de veiculação determinado, as páginas com Accelerated Mobile Pages tem efeito mais prolongado.

Diretrizes de otimização de conteúdos replicáveis

Ao adotar a tecnologia AMP e suas diretrizes de otimização que vão além do código HTML, as boas práticas podem ser replicadas para as páginas convencionais.

Assim, mesmo que a experiência do cliente aconteça ao utilizar computadores, a padronização do conteúdo será percebida como um diferencial e também proporcionará para à página não-AMP, os benefícios da otimização e objetividade.

Maior visibilidade e acessibilidade ao público-alvo

Os consumidores digitais usam seus dispositivos móveis massivamente, e por isso, conteúdos construídos para terem boas performances em smartphones serão cada vez mais acessados.

A empresa que souber usufruir dessa visibilidade de maneira estratégica construirá também sua autoridade com o público-alvo no ambiente virtual, tornando-se referência em seu mercado quando o assunto for inovação.

Aumento no número de cliques em anúncios e conversão

Com conteúdos fáceis de serem acessados, a permanência em sites e o número de cliques em links de compra aumentam consideravelmente, e por consequência, o número de conversões.

Páginas simplificadas fazem com que os clientes concentrem a atenção no processo de aquisição, ou seja, a comunicação é mais facilmente canalizada para a venda do produto ou serviço.

Empreendedores devem se questionar: como a tecnologia AMP, e a velocidade nas buscas, podem ser relevantes para seu consumidor? Os gestores da Google provavelmente fizeram essa pergunta e ponderaram quanto os 22 segundos de carregamento afetariam seu negócio.

Com a criação da tecnologia AMP, a resposta para o mercado foi óbvia e também representou um convite à inovação sem a necessidade de investimentos exorbitantes.

E assim como sua criação foi uma questão de tempo pela intensidade como os smartphones são usados, a aceitação desse convite por parte das empresas também será.

Obviamente muitas melhorias e novidades ainda surgirão no campo da aceleração de conteúdo para dispositivos móveis, mas sua utilização integrada com outras tecnologias, aplicativos e estratégias mobile é uma realidade que as empresas precisam adotar no curto prazo.

Se sua empresa vive esse momento inovador ou precisa usar soluções como as páginas AMP para escalar as vendas no mercado digital, assine a newsletter do Universo Móvel e receba o conteúdo mais completo que une as melhores dicas de especialistas de TI com o mundo dos negócios.

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